Compras corporativas ligadas à Copa somam R$ 9,4 bilhões antes do início do torneio, aponta Qive

Compras corporativas ligadas à Copa somam R$ 9,4 bilhões antes do início do torneio, aponta Qive

Categoria de vestuário esportivo e torcida movimentou 31 milhões de notas fiscais desde julho de 2025; volume de transações cresceu 40% no primeiro trimestre de 2026 comparado ao ano anterior



A Copa do Mundo de 2026 ainda não começou, mas já aparece nos documentos fiscais das empresas brasileiras. Um estudo inédito da Qive, plataforma líder do Contas a Pagar, revela que a categoria de vestuário esportivo e itens de torcida movimentou R$ 9,4 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, em um sinal de antecipação de estoques, produção e distribuição para atender à demanda gerada pelo evento.
O levantamento identificou a emissão de mais de 31 milhões de Notas Fiscais Eletrônicas (NFes) únicas no período, evidenciando a antecipação do setor B2B para atender à demanda gerada por grandes eventos esportivos globais.

“Os dados mostram como grandes eventos esportivos impactam a economia muito antes do apito inicial. Eles sugerem uma antecipação da cadeia corporativa ligada à produção, distribuição e abastecimento de itens esportivos e de torcida, tradicionalmente ligados à Copa do Mundo, movimentando bilhões de reais com quase um ano de antecedência. As corporações se organizam para garantir capacidade operacional, disponibilidade de estoque e eficiência logística diante de uma demanda global altamente aquecida”, afirma Daniel Paschino, CFO da Qive.


Antecipação de até um ano impulsiona cadeia de suprimentos

A análise histórica da Qive sugere que as companhias começam a se preparar para eventos dessa magnitude cerca de um ano antes de sua realização, garantindo disponibilidade de estoque e capacidade logística.


Ao comparar o volume financeiro do período de preparação para a Copa (julho de 2025 a maio de 2026) com o intervalo equivalente de preparação para as Olimpíadas (julho de 2023 a maio de 2024), observa-se um crescimento de 40% nos gastos, apontando uma maior alocação de recursos atrelada ao evento de 2026.

Apesar do crescimento expressivo no volume financeiro e na quantidade de notas emitidas, o ticket médio da categoria permaneceu praticamente estável ao longo dos trimestres desde 2022, com média de R$ 300,13. O dado indica que a expansão é puxada principalmente pelo aumento no volume de pedidos, e não necessariamente pela inflação dos produtos.

Sobre a Qive

A Qive, plataforma líder do contas a pagar, integra e automatiza, em um único fluxo conectado ao ERP, a gestão de pagamentos, documentos e fornecedores, oferecendo eficiência, segurança e escalabilidade. Antes Arquivei, foi fundada em 2014 em São Carlos, interior de São Paulo, com a missão de centralizar, organizar e automatizar documentos fiscais. Em 2021, recebeu um aporte de R$ 260 milhões em rodada Série B liderada pela Riverwood Capital. Em 2024, após um rebranding da marca, se tornou Qive e avançou para a área financeira e de pagamentos, com uma solução que garante inteligência analítica para a tomada de decisões e processos seguros, ao eliminar riscos e custos em ambientes complexos. Atualmente, a empresa processa R$ 3 trilhões em notas eletrônicas anualmente e já gerenciou mais de 5,7 bilhões de documentos fiscais nos últimos onze anos. A Qive tem mais de 300 colaboradores no Brasil e atende mais de 220 mil CNPJs no país, entre eles Faber-Castell, Casas Bahia e Kraft Heinz.

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