Indústria aparece como segundo setor em valor financeiro movimentado, segundo levantamento da Qive
Em levantamento da Qive, setor representa o segundo com maior montante financeiro (31,9%) e volume de notas (13,4%) transacionados em 2025, mas também está propenso a riscos de fraudes

Erika Daguani, CPO da Qive. Crédito imagem: Rafael Arbex
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, em 2025, o setor respondeu por 23,4% do PIB brasileiro. Isso significa que, a cada R$ 1 produzido no setor, são gerados R$ 2,44 na economia brasileira. Com tantos impactos positivos, a espinha dorsal desse sistema é o backoffice, áreas essenciais das empresas do segmento responsáveis por custos, pagamentos, fluxo de caixa, compras, e outras ações.
O levantamento Panorama do Contas a Pagar, feito a partir da base da Qive, constata esse cenário: depois do Varejo, a Indústria representa o segundo com mais notas (13,4%) e maior valor financeiro (31,9%) movimentados em 2025. Para Erika Daguani, CPO da companhia, o segmento deve priorizar soluções automatizadas para facilitar o dia a dia do backoffice e evitar prejuízos na operação.
“Na indústria, o Contas a Pagar não é apenas uma rotina operacional: ele influencia caixa, relacionamento com fornecedores e exposição a riscos. Quando uma empresa opera com alto volume de documentos, boletos e aprovações manuais, qualquer falha ganha escala. Isso pode gerar uma série de problemas, que vão desde multas, juros e até a necessidade de recorrer a linhas de crédito caras para cobrir furos no caixa. A automação ajuda justamente a criar uma trilha mais confiável entre documento fiscal, boleto, aprovação e pagamento”, explica Erika.
O gargalo das fraudes
Além das obrigações fiscais e financeiras, a Indústria também é afetada por riscos de fraudes. Ainda de acordo com levantamento da Qive, o Varejo e a Indústria somaram R$ 50 milhões em boletos cuja origem não consta na base da Receita Federal em 2025. Em termos de quantidade de boletos que falharam (cancelados, bloqueados ou baixados), a Indústria foi o segundo setor com maior incidência
“O risco de fraude não começa no pagamento. Ele pode aparecer antes, na entrada de documentos, na validação do fornecedor, na divergência entre nota, boleto e comprovante. Por isso, a governança do Contas a Pagar precisa olhar o fluxo inteiro, e não apenas a etapa final de pagamento”, complementa a CPO da Qive.
Esse fator também é reforçado pela estrutura de pagamentos que domina a Indústria. A Qive constatou que os boletos ainda predominam, com 63,9% do valor em 2025, seguido por depósitos (terceiro segmento com maior adesão) e transferências, que avançam em cadeias mais maduras e automatizadas. “Para empresas com alto volume de fornecedores e múltiplos sistemas, esse cenário torna mais relevante a associação automática entre documentos fiscais e financeiros, reduzindo a dependência de e-mails, PDFs soltos e conferências manuais”, reforça Erika.
Por fim, o estudo também mostra que, na indústria, as operações classificadas como crédito concentram 78% do volume de notas movimentadas, somando R$ 543 bilhões, e duplicatas concentram 50%, ou R$321 bilhões. Para a Qive, esse perfil reforça a necessidade de maior controle sobre a origem, a validação e a associação entre documentos fiscais e financeiros, especialmente em cadeias com alto volume de fornecedores e pagamentos recorrentes.
Sobre a Qive
A Qive, plataforma líder do contas a pagar, integra e automatiza, em um único fluxo conectado ao ERP, a gestão de pagamentos, documentos e fornecedores, oferecendo eficiência, segurança e escalabilidade. Antes Arquivei, foi fundada em 2014 em São Carlos, interior de São Paulo, com a missão de centralizar, organizar e automatizar documentos fiscais. Em 2021, recebeu um aporte de R$ 260 milhões em rodada Série B liderada pela Riverwood Capital. Em 2024, após um rebranding da marca, se tornou Qive e avançou para a área financeira e de pagamentos, com uma solução que garante inteligência analítica para a tomada de decisões e processos seguros, ao eliminar riscos e custos em ambientes complexos. Atualmente, a empresa processa R$ 3 trilhões em notas eletrônicas anualmente e já gerenciou mais de 5,7 bilhões de documentos fiscais nos últimos onze anos. A Qive tem mais de 300 colaboradores no Brasil e atende mais de 220 mil CNPJs no país, entre eles Faber-Castell, Casas Bahia e Kraft Heinz.






