5 principais insights do Qive Conecta para o futuro das áreas financeiras e fiscais

Evento reuniu lideranças da Azul, Google Cloud, Casas Bahia, Fini e Swissport, apontando tendências sobre a Reforma Tributária, IA e transformação na gestão corporativa.

Foto Divulgação Qive Conecta

O futuro das operações de finanças e tributos esteve no centro dos debates do Qive Conecta, evento promovido pela Qive, plataforma líder na gestão do Contas a Pagar, no último dia 16. Reunindo lideranças de empresas como Azul, Google Cloud, Grupo Casas Bahia, The Fini Company e Swissport, o encontro contou com reflexões relevantes sobre Reforma Tributária, Inteligência Artificial e o novo ciclo para as áreas fiscal e financeira.

Mais do que apresentar soluções tecnológicas isoladas, os especialistas presentes propuseram um convite à consideração sobre tendências e caminhos que, especialmente com o avanço da IA, vêm transformando a rotina de executivos da área em meio ao processo de adaptação às novas regras tributárias.


A seguir, confira os cinco principais insights apresentados durante o evento:

1- A armadilha da Reforma Tributária: emissão correta não significa maturidade operacional na adequação

Um estudo inédito apresentado pela Qive analisou 104 milhões de documentos fiscais emitidos entre janeiro e março. O capítulo 6 do Panorama do Contas a Pagar revelou que, para companhias do regime normal, 78,5% das notas de produto já estão aderentes às novas regras da CBS e IBS. Contudo, Isis Abbud, co-CEO e Cofundadora da Qive, deu o alerta: "A emissão não significa absolutamente nada de maturidade operacional. As empresas estão se adequando na emissão, mas as dinâmicas internas ainda carecem de fluidez para evitar impactos negativos de caixa”, afirmou. 

O estudo também alerta para o perigo invisível do Simples Nacional: entre empresas sem obrigação imediata (como Simples Nacional e MEI), a adesão total foi de apenas 5,6% em NFe. Em NFSe, entre não obrigadas, a adesão total foi ainda menor: 0,76%. Se as grandes companhias não ajudarem a treinar sua base de pequenos fornecedores, a cadeia inteira pode perder competitividade.


2- A Inteligência Artificial e a regra do "10-20-70" 

O uso de Inteligência Artificial em finanças quebrou o histórico trade-off operacional. Hoje, não é mais necessário escolher entre um processo rápido e barato versus um profundo e preciso, já que a IA entrega ambos simultaneamente. Rafael Hoshino, Head of Business Finance Latam do Google Cloud,Latam, explicou o avanço das "soluções agênticas", que já são capazes de analisar anomalias contábeis e gerar autonomamente lançamentos de ajustes (journal entries) para corrigi-las. Contudo, ele ressaltou que a IA exige bases de dados confiáveis e organizadas. “O sucesso da aplicação tecnológica obedece à proporção 10-20-70: 10% dependem dos algoritmos, 20% da tecnologia e 70% dependem de fluxos bem desenhados e pessoas focadas na gestão de mudança”, acrescentou.

3- O fim dos processos isolados, a liquidez e o temido "Split Payment" 

A adequação às novas exigências do mercado exigirá o fim das planilhas paralelas e das aprovações manuais. Durante o evento, Erika Daguani, CPO da Qive, ilustrou bem o caos atual dos bastidores corporativos: "A nota nasce num lugar, passa por um sistema, pula para uma planilha de Excel, vai para uma pessoa aprovar. É difícil conseguir amarrar tudo isso e acreditar que não vai ter ineficiência". Para a CPO, garantir a associação automática entre nota e boleto desde já é a única forma de pavimentar o Split Payment, que "causa arrepios em todos os profissionais envolvidos,".

Reforçando essa visão, Tatiane Mendonça, CFO da Swissport, quebrou o mito dos "silos" departamentais. “O Contas a Pagar é o termômetro da saúde da operação, enquanto o Contas a Receber dita a previsibilidade de caixa”, disse. A executiva cravou que o operacional faz parte da estratégia, pois sem uma cadeia fluida, os atrasos geram custos financeiros e destroem a liquidez da companhia.

4- Duplicata Escritural e o "Boleto Dinâmico": R$ 12 trilhões na mesa 

Enquanto as atenções se voltam aos impostos, a regulamentação do Banco Central sobre a Duplicata Escritural avança. Rodrigo Furiato, VP da Núclea, e Christian De Cico, co-CEO e Cofundador da Qive, debateram como o novo modelo formalizado poderá destravar de R$ 10 a R$ 12 trilhões em crédito no mercado B2B. A inovação prática para as operações financeiras será o ‘boleto dinâmico’. “Se um fornecedor antecipar o recebível em um banco diferente de onde emitiu o boleto original, a Núclea e plataformas como a Qive redirecionarão o dinheiro automaticamente na hora do pagamento, de forma transparente para o pagador, mitigando as chances de fraudes e pagamentos em duplicidade”, ponderou Christian. O modelo entrará em testes assistidos no segundo semestre e será obrigatório para grandes empresas no primeiro trimestre do ano seguinte.

5- O CFO do futuro domina o básico 

Antonio Garcia, CFO da Azul e ex-Embraer, trouxe a perspectiva da alta liderança: não adianta falar de Inteligência Artificial sem antes resolver problemas maçantes do Contas a Pagar e garantir uma base de dados estruturada. “ O gestor de finanças tem a obrigação de tratar a complexidade com simplicidade para que toda organização consiga acompanhar as transições sem pânico”, explicou.

O executivo ainda cravou que o líder financeiro deve andar pela operação, conhecer o negócio no detalhe e saber tudo o que acontece nas outras áreas, já que qualquer falha operacional inevitavelmente vai estourar na linha financeira e na estrutura de balanço da companhia.

Sobre a Qive

A Qive, plataforma líder do contas a pagar, integra e automatiza, em um único fluxo conectado ao ERP, a gestão de pagamentos, documentos e fornecedores, oferecendo eficiência, segurança e escalabilidade. Antes Arquivei, foi fundada em 2014 em São Carlos, interior de São Paulo, com a missão de centralizar, organizar e automatizar documentos fiscais. Em 2021, recebeu um aporte de R$ 260 milhões em rodada Série B liderada pela Riverwood Capital. Em 2024, após um rebranding da marca, se tornou Qive e avançou para a área financeira e de pagamentos, com uma solução que garante inteligência analítica para a tomada de decisões e processos seguros, ao eliminar riscos e custos em ambientes complexos. Atualmente, a empresa processa R$ 3 trilhões em notas eletrônicas anualmente e já gerenciou mais de 5,7 bilhões de documentos fiscais nos últimos onze anos. A Qive tem mais de 300 colaboradores no Brasil e atende mais de 220 mil CNPJs no país, entre eles Faber-Castell, Bayer, Casas Bahia e Kraft Heinz.

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